Lomadee
Escrito por Lomadee

O que o entretenimento pode ensinar para o marketing?

Qualquer que seja o negócio com o qual você trabalhe, agora você também está na indústria do entretenimento, apesar de que a maioria das pessoas ainda não está preparada para ela.

Antigamente costumava ser fácil. Nós simplesmente iriamos comprar espaço na mídia, interromper o programa de TV favorito das pessoas ou então aparecer em meio às suas revistas, jornais, músicas ou notícias para que após vários discursos repetitivos de vendas, elas seriam vencidas pelo cansaço.

Mas, graças à revolução digital, os consumidores já não mais precisam ver, ouvir ou ler nada obrigatoriamente e é claro que eles realmente não estão fazendo isso. Por isso estão se desligando desse tipo de abordagem em números recordes.

O que, obviamente, pode fazer com que os profissionais de marketing se sintam frustrados ou mesmo nervosos. Muitas vezes se assume, até arrogantemente, que os consumidores deveriam ouvir o nosso discurso como se eles não tivessem nenhuma identidade por trás de suas carteiras e vontade de gastar. Pode ser que o esforço seja mesmo menor para alguns poucos produtos e serviços que são realmente ótimos, mas em um mundo de escolhas infinitas, a mediocridade é quase digna de notícia.

 

O que existe para eles?

Parte da razão pela qual lutamos tanto com a comunicação que vai além da permissão para a participação voluntária é que estamos presos a uma mentalidade de "o que existe para nós", no processo de vendas. Nossas estratégias de marketing e documentos de informação geralmente falam muito sobre o que queremos alcançar e o que queremos que as pessoas façam, mas muito pouco sobre o que os consumidores querem ou gostam.

A ideia para se conectar com os consumidores, é justamente mudar o foco. Um exercício interessante que você pode fazer é se perguntar: “com o que o nosso marketing deveria se parecer se as pessoas tivessem que pagar para ter acesso?” Afinal, isso é o que acontece na indústria do entretenimento.

É uma pergunta difícil, e só alguns poucos profissionais estão aparecendo com algo mais próximo da resposta, mas pode-se dizer que o processo começa com a verificação de sua personalidade corporativa, como um passo para se reconectar com sua humanidade.

 

Para considerar…

Comece com, "o que existe para eles?". Se você quer que as pessoas se envolvam , forneça algo que é interessante, provocante, engraçado ou chocante. O entretenimento tem muitas formas, e todas são artes que requerem habilidade e esforço.

Considere a reputação das pessoas, e não apenas a sua. Se você quer pessoas compartilhando suas comunicações, é melhor dar a elas algo que as faça parecer interessantes ou legais por compartilharem isso.

Faça alguma coisa que valha a pena compartilhar ou ao menos se engajar. Torne simples. O objetivo do marketing deve ser sempre reduzir o atrito na transação, seja no ponto de venda ou por meio das interações com os clientes durante o trabalho de campanha. Quanto mais simples forem, mais os consumidores estarão dispostos a jogar juntos. Só porque o nosso trabalho ficou um pouco mais difícil não significa que eles também estão dispostos a trabalhar mais.

Seja o que for que você estiver vendendo, lembre-se de perguntar a si mesmo: eles estão comprando apenas o seu produto ou serviço, ou a mensagem sobre isso que você colocou lá também? Conforme a tecnologia muda a forma como consumimos as mídias, a pergunta chave que teremos que enfrentar sobre a publicidade é: "Será que eles irão vê-la voluntariamente?" Esta pergunta parece bastante simples, mas irá mudar toda uma indústria, enquanto passamos de “force-os a assistir " para uma cultura de vontades. Bem-vindo à indústria do entretenimento, pessoal!

Texto traduzido de: “What Marketers Need to Learn from the Entertainment Industry”